Sete blocos do Pré-Sal entram em nova fase de exploração após leilão da ANP

Sete áreas foram negociadas nas bacias de Campos e Santos, com R$ 530,4 milhões em bônus de assinatura e previsão de R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos na fase de exploração

Por a redação

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Sete blocos do Pré-Sal entram em nova fase de exploração após leilão da ANP

Foto: Plataforma offshore de petróleo e gás no Pré-Sal brasileiro / Divulção.

Recentemente, o Jornal Imprensa Leilões mostrou os números dos dois grandes leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que colocaram 56 blocos e áreas de petróleo e gás no radar de novos investimentos. Agora, o olhar se volta para um dos principais resultados dessa rodada: os sete blocos do Pré-Sal arrematados no regime de partilha. Quem venceu as disputas? Quanto será destinado à União? Quais investimentos estão previstos? E o que acontece depois do arremate? O resultado representa o maior número de blocos vendidos em um ciclo de partilha desde o início da Oferta Permanente. O recorde anterior havia sido registrado em 2025, quando cinco blocos foram arrematados. Os sete blocos negociados: Magnetita, Hematita e Azurita, na Bacia de Campos, e Jade, Cruzeiro do Sul, Rubi e Rodocrosita, na Bacia de Santos, geraram R$ 530,46 milhões em bônus de assinatura. Os contratos também estabelecem R$ 778,42 milhões em investimentos mínimos previstos para a fase de exploração. Com o resultado, o número de blocos exploratórios sob o regime de partilha passa de 13 para 22, enquanto a área exploratória aumenta de 24,8 mil km² para 39,2 mil km², crescimento de aproximadamente 58%.

Como funciona a disputa

No regime de partilha, o bônus de assinatura é definido previamente no edital. Por isso, a disputa ocorre principalmente pelo percentual do excedente em óleo que será destinado à União. O excedente em óleo corresponde à parcela da produção que permanece depois da recuperação dos custos reconhecidos do projeto. A empresa ou consórcio que oferecer o maior percentual para a União, respeitando as regras do edital, vence o bloco. No 4º Ciclo, o ágio médio foi de 108,38%, e o maior ágio ocorreu no bloco Rodocrosita, com 494,64%.

Quem venceu

Na Bacia de Campos, três blocos foram arrematados. O Magnetita ficou com a Prio Forte, que ofereceu 32,80% do excedente em óleo para a União. A empresa também venceu o bloco Hematita, com oferta de 7,18%. Já o bloco Azurita foi arrematado pela Petrobras, com uma oferta de 30% do excedente em óleo para a União. Na Bacia de Santos, outros quatro blocos foram negociados. O Jade foi arrematado pelo consórcio formado pela CNOOC, com participação de 70%, e pela Sinopec, com 30%, que ofereceu 18,20% do excedente em óleo para a União. O bloco Cruzeiro do Sul ficou com a Petrobras, com oferta de 15,27%. Já o Rubi foi vencido pela Equinor Brasil, que ofereceu 25,02%. Por fim, o bloco Rodocrosita foi arrematado pelo consórcio formado pela Equinor, com 70%, e pela Galp, com oferta de 15,52% do excedente em óleo para a União. Os percentuais representam a parcela do excedente em óleo que será destinada à União, conforme as propostas vencedoras apresentadas no leilão.

O que acontece depois do arremate?

O resultado da sessão pública não encerra o processo. As empresas vencedoras ainda precisam cumprir as etapas previstas no edital, incluindo apresentação de documentos, qualificação, pagamento dos bônus e demais obrigações administrativas. Somente após o cumprimento dessas etapas ocorrerá a assinatura dos contratos, prevista pela ANP para até 26 de fevereiro de 2027. Depois disso, começa a fase de exploração, que envolve estudos geológicos, levantamentos sísmicos e perfurações. O arremate de um bloco, portanto, não significa que a produção de petróleo esteja garantida: existe risco exploratório e a viabilidade comercial dependerá dos resultados obtidos.

Por que o resultado é importante?

O 4º Ciclo amplia significativamente a área do Pré-Sal submetida ao regime de partilha e abre espaço para novos investimentos em exploração e produção de petróleo e gás. Mais do que o valor arrecadado imediatamente, o resultado deve ser analisado pelo potencial de geração futura de investimentos, produção, participação da União e desenvolvimento da cadeia de petróleo e gás no país. Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Apuração: Redação do Jornal Imprensa Leilões.