Governo intensifica ações contra sarampo após surto nos EUA e avanço do vírus nas Américas
Oferecida gratuitamente pelo SUS, a vacina é a principal forma de prevenir a reintrodução do sarampo no País.
Por a redação
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Vacinação contra sarampo. Foto: OMS / Divulgação.
Diante do surto de sarampo que ocorre nos Estados Unidos (EUA) e avanço da doença por países das Américas, o Ministério da Saúde reforça ações preventivas de vigilância e vacinação. Medidas visam a impedir que o vírus causador da doença se espalhe no Brasil. A vacina é a principal forma de prevenção do sarampo e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo orienta o Ministério da Saúde, quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para se vacinar e atualizar a caderneta de vacinação, conforme recomenda o Programa Nacional de Imunizações. “Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no País”, reforça.
Surto nos EUA
De acordo com o ministério, os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos acometidos são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos. Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
52 casos importados
“No Brasil, o cenário é outro: as ações de vacinação e vigilância permitem identificar e responder rapidamente aos casos”, afirma o órgão, pontuando que, este ano, até o dia 5 de outubro, foram registrados 52 casos “importados”. Esses casos ocorreram em São Paulo (41), Amazonas (10) e um no Rio de Janeiro. Conforme explica o ministério, para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões onde foram registrados os casos, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação.
Livre de circulação
Apesar desses casos, “o País continua livre da circulação endêmica do sarampo”, destaca. O Ministério da Saúde também lembra que, em 2019, “em um cenário de baixas coberturas vacinais”, o País registrou mais de 20 mil casos de sarampo e, após mais de 12 meses de transmissão, o Brasil perdeu a certificação de eliminação do vírus. Contudo, em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos. Números De acordo com dados apresentados pelo ministério, desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil; 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. “A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no País”, assegura o ministério.
Vacinação e vigilância
Foram realizadas quatro mobilizações de vacinação este ano. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas aos 12 e 15 meses. Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde intensificou a resposta após a confirmação de casos importados. As ações, segundo o órgão, incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais na região. Segundo as Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças brasileiras consideradas zero-dose, que não receberam nenhuma dose da vacina DTP, passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, queda de cerca de 86% em relação a 2023. Em 2024, o Brasil deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas do mundo, segundo a OMS e o Unicef. Contudo, ainda há cerca de 50 mil crianças sem nenhuma dose, “o que mantém a necessidade de buscar quem ainda não foi vacinado”. Fonte: Agência Brasil Apuração: Redação do Jornal Imprensa Leilões.
