Leilão da Sotheby’s com obras raras de Van Gogh, Cézanne e Monet promete arrecadar US$ 450 mi

Composta por um conjunto de obras-primas de grandes mestres da pintura, a Coleção Blaquier-Arrieta esteve por mais de 50 anos longe dos olhares do público

Por a redação

Publicado em Atualizado em

 Leilão da Sotheby’s com obras raras de Van Gogh, Cézanne e Monet promete arrecadar US$ 450 mi

Fonte: Le Jardin des Tuileries, pintada por Claude Monet - Musee Marmottan /Reprodução

A casa de leilões Sotheby’s em Nova York anunciou para o próximo dia 18 de novembro o leilão da Coleção Blaquier-Arrieta. Há mais de meio século fora dos olhares do público, a coleção considerada ‘mítica’ reúne 12 obras-primas de pintores impressionistas e modernos como Vincent van Gogh, Claude Monet, Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e outros mestres. A expectativa é de uma arrecadação em torno de US$ 450 milhões. O destaque principal da coleção é o quadro Châtaigniers en fleurs (Castanheiras em Flor), de Van Gogh, pintada em maio de 1890 durante seus últimos meses de vida em Auvers-sur-Oise. A obra retrata uma castanheira florida e uma figura solitária ao lado de mulheres em trajes japoneses. Esta é uma das oito únicas paisagens de Auvers que ainda permanecem em coleções particulares. A estimativa é de que o quadro alcance cerca de US$ 180 milhões no leilão (cerca de 1 bilhão de reais). Outra obra que marca presença no acervo é a pintura a óleo Harlequin (1888–1890), de Cézanne, que está estimada em torno de US$ 120 milhões. A pintura retrata o filho do artista, Paul, de 17 anos, trajando roupa com estampa xadrez com losangos vermelhos e pretos. Trata-se da única tela da série de quatro partes de Harlequin que está fora de coleção de museu. Harlequin e Châtaigniers en fleurs, segundo especialistas, prometem alcançar novos recordes globais em leilões para seus respectivos artistas. Chama a atenção também na Coleção Blaquier-Arrieta a obra Le Jardin des Tuileries, pintada por Claude Monet em 1876, cuja estimativa de venda está entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões. Pintada no quinto andar de um apartamento da Rue de Rivoli, a obra é uma das duas únicas paisagens urbanas de Paris dessa série do artista que ainda permanecem em coleção particular. Completam a coleção levada a leilão em Nova York obras de Pierre-Auguste Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas, Paul Gauguin, Alfred Sisley, André Derain, Henri de Toulouse-Lautrec e Maurice de Vlaminck.
 Leilão da Sotheby’s com obras raras de Van Gogh, Cézanne e Monet promete arrecadar US$ 450 mi

Harlequin (1888–1890), de Cézanne, /Reprodução

Coleção mítica

 
A coleção pertenceu à argentina Nelly Arrieta de Blaquier, falecida em 2020. Segundo Philip Hook, ex-diretor de arte impressionista e moderna da Sotheby's e especialista do programa Antiques Roadshow, da BBC, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, “Durante décadas, a coleção Blaquier-Arrieta foi uma lenda: comentava-se sobre ela, mas permanecia fora da vista do público, até alcançar um status quase mítico no mundo da arte”. Antes do leilão, em 18 de novembro, em Nova York, a coleção será apresentada   ao público nas cidades de Londres, Taipei (Taiwan), Hong Kong e Paris.
 Leilão da Sotheby’s com obras raras de Van Gogh, Cézanne e Monet promete arrecadar US$ 450 mi

Fonte: Vincent van Gogh Châtaigniers en fleurs / Reprodução