Vacina contra herpes-zóster: quando tomar após a infecção e por que não está disponível no SUS?

Imunizante ajuda a prevenir a reativação do vírus da catapora e complicações como dores persistentes. Vacinação exige orientação médica, especialmente para quem já teve a doença.

Por a redação.

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Vacina contra herpes-zóster: quando tomar após a infecção e por que não está disponível no SUS?

Imagem: Ilustração produzida para o Jornal Imprensa Leilões.

O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Depois da primeira infecção, o vírus permanece no organismo, alojado em estruturas do sistema nervoso, e pode voltar a se manifestar anos ou décadas mais tarde, sobretudo quando há redução da imunidade. A doença costuma provocar lesões na pele, bolhas e dor, geralmente concentradas em uma faixa de um lado do corpo. Em alguns casos, pode atingir a região dos olhos e comprometer a visão. Outra complicação é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente que pode continuar mesmo depois que as lesões desaparecem.
 

Quem deve tomar a vacina?

A vacina contra o herpes-zóster é indicada principalmente para pessoas a partir dos 50 anos e para determinados adultos com maior risco de desenvolver a doença, conforme a bula e as recomendações médicas. O imunizante não trata uma crise já instalada. Sua finalidade é reduzir o risco de novos episódios e de complicações. Por isso, quem já teve herpes-zóster também pode se beneficiar da vacinação, desde que respeite o intervalo recomendado após a infecção e receba orientação de um profissional de saúde.
 

Quanto tempo esperar depois da infecção?

A vacinação não deve ser realizada durante um episódio agudo da doença. É necessário aguardar a resolução da fase ativa e avaliar o momento adequado para receber a dose. O intervalo pode variar conforme as recomendações clínicas, o estado de saúde e as condições de imunidade de cada pessoa. Por esse motivo, quem teve herpes-zóster deve conversar com um médico antes de se vacinar, especialmente se apresentar imunossupressão ou outras doenças que exijam cuidados específicos.
 

Por que a vacina não está disponível no SUS?

A vacina recombinante contra o herpes-zóster, utilizada na prevenção da doença, não integra a oferta de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a população geral. Dessa forma, o acesso ocorre principalmente pela rede privada, conforme a disponibilidade e as indicações de uso. A incorporação de uma vacina ao Sistema Único de Saúde envolve avaliação de evidências científicas, eficácia, segurança, impacto na saúde pública, custo-efetividade e capacidade de financiamento. A ausência na rotina do SUS não significa que o imunizante não tenha eficácia, mas que sua oferta pública depende de decisões técnicas e orçamentárias. Pessoas com condições clínicas específicas podem procurar uma unidade de saúde para receber orientações sobre as opções de prevenção disponíveis e os critérios aplicáveis ao seu caso.
 

Como reduzir os riscos?

Além de buscar orientação sobre a vacinação, é importante reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico rapidamente diante de dor ou lesões suspeitas, principalmente quando atingem o rosto ou a região dos olhos. O tratamento iniciado precocemente pode ajudar a reduzir a duração do quadro e o risco de complicações. A prevenção e o diagnóstico oportuno são especialmente importantes entre idosos e pessoas com imunidade comprometida, grupos que podem apresentar maior risco de manifestações graves. Fonte: Ministério da Saúde. Reprodução de informações oficiais, com adaptação jornalística para o Jornal Imprensa Leilões. Apuração: Redação do Jornal Imprensa Leilões.